OUTRAS RECLAMAÇÕES DE MORADORES
Protocolo #VS-2026-42800
- Status
- Resolvida
- Categoria
- Outros
- Bairro
- Parque Esmeralda
- Local
- Rua Padre Domenico Trivi, 129, Parque Esmeralda, Sorocaba - SP, CEP 18055-
- Aberta em
- 19 de dezembro de 2025
- Atualizada em
- 27 de julho de 2026
Descrição
Nós, servidoras e servidores da Escola Municipal Prof Benedicto José Nunes, localizada no município de Sorocaba/SP, queremos denunciar formalmente a conduta do vereador (campo de referência), que também ocupa o cargo de (campo de referência), por incitar a população contra a escola e sua equipe, além de proferir calúnias, difamações e ataques públicos que já têm prejudicado o funcionamento da unidade escolar e a segurança institucional. No dia 01 de dezembro de 2025, realizamos a reunião de atribuição de aulas em formato temático, denominada “Tenda Cigana”, com o objetivo de tornar o momento — normalmente tenso e ansioso para as professoras — mais leve e acolhedor. As gestoras se fantasiaram de ciganas e receberam as docentes em um cenário lúdico, composto por tenda colorida, tapetes, almofadas, mesa, velas cenográficas e gelo seco, tudo elaborado com a ajuda da equipe escolar. Durante a atribuição, a diretora utilizou folhas de papel A4 recortadas e plastificadas, contendo ilustrações de animais, plantas e crianças, apenas como forma simbólica e lúdica de apresentar às professoras as opções de salas disponíveis. Após a escolha da docente, era realizada a assinatura da ata correspondente. Ao final da participação, as professoras recebiam uma lembrancinha com um biscoito e um bilhete carinhoso. Estavam presentes, entre as docentes, a procuradora de uma professora afastada e seu acompanhante. A reunião transcorreu normalmente. Houve apenas dois episódios pontuais: – Uma professora comentou em tom agressivo que “nunca havia visto uma atribuição temática”; – A procuradora da professora afastada recusou-se por duas vezes a fornecer seu nome e, de forma desrespeitosa, dirigiu-se à diretora dizendo “vamos logo com isso”, além de tentar se retirar sem assinar a ata, o que só não ocorreu após insistência e esclarecimento sobre a obrigatoriedade legal do registro. Essas três pessoas se retiraram da unidade antes do término do encontro. Finalizamos a reunião entre risos e votos de um ano letivo de 2026 tranquilo e organizado. No entanto, no dia 05 de dezembro de 2025, fomos surpreendidos com a publicação de um vídeo gravado pelo vereador (campo de referência), divulgado em suas redes sociais (Instagram e Facebook). No vídeo, o parlamentar secretário aparece gritando, há nas imagens uma iluminação que simula chamas, profere discursos de ódio e incita a população contra a escola, contra a equipe gestora e, de maneira específica, contra a diretora da unidade. O chamamento do vídeo diz-se tratar de uma DENÚNCIA GRAVíSSIMA. Entre as acusações infundadas, afirmava que realizamos rituais religiosos, “leitura de tarot”, “leitura de mãos”, e que teríamos violado os “princípios” e “valores” dele, e que estava ali como um "salvador da população" diante desta escola e dos servidores desta unidade escolar. Questionava se os PAIS e MÃES (gritando) iriam permitir uma "coisa destas" na escola de seus FILHOS. A atividade foi apenas uma dinâmica pedagógica lúdica, sem qualquer conotação religiosa, ritualística ou doutrinária, pois respeitamos a laicidade da escola pública O vereador ainda levou tais acusações a veículos de comunicação, como o programa “Tá na Hora” (SBT) e o Portal IPA Online, ampliando o alcance das falas falsas e contribuindo para a disseminação de informações distorcidas, ataques públicos, intimidações e comentários ofensivos contra a escola, servidoras e direção. Até o dia de hoje, as visualizações destes materiais somam mais de 60 mil visualizações nas redes sociais, com centenas de comentários. Importante registrar que o vídeo utilizado pelo vereador como suposta “prova” é apenas um recorte descontextualizado, editado para reforçar uma narrativa de ataque moral e sensacionalista, sem qualquer compromisso com a verdade dos fatos. A escola possui as gravações de câmeras de segurança do suspeito de ter gravado as imagens. O vereador/secretário veio à frente da escola para gravar a "denúncia" e no momento em que gravava , o portão estava aberto. O vereador não se dignou a entrar, não procurou a gestão, não buscou esclarecimentos, não fez qualquer pergunta ou tentativa de apuração, limitando-se a filmar rapidamente e sair do local num ato furtivo, abandonando a unidade sem diálogo, atitude completamente incompatível com o dever de fiscalização responsável esperado de um agente político. Sua postura demonstra ausência de compromisso com a verdade, tentativa deliberada de criar pânico e ainda, fez uso político da imagem da escola, instituição que deveria ser protegida e fortalecida pelos representantes públicos. Diante dessa situação fazemos os seguintes questionamentos: • Será que (campo de referência) como (campo de referência), enquanto integrante da alta gestão do Poder Executivo, pode atacar livremente, descredibilizar e expor negativamente uma instituição pública do próprio governo ao qual pertence? • Ele pode disseminar informações falsas a respeito de servidores e da direção de uma escola? • Agentes públicos não devem agir com legalidade, impessoalidade, moralidade e lealdade às instituições pública? Isso pode ser caracterizado como Violação do dever funcional? • Será que ele está cometendo abuso de autoridade quando utiliza a visibilidade e o peso político do cargo para atacar uma unidade escolar e sua gestão sem qualquer apuração prévia? • Um vereador, deslocado para o cargo de secretário, que tem como dupla responsabilidade fortalecer, proteger e fiscalizar adequadamente as políticas públicas pode destruir as instituições públicas? • Será que ele está cometendo uma infração político-administrativa e está sujeito a responsabilização? • Esse vereador/secretário pode comprometer a confiança da população na rede de ensino e prejudicar gravemente o serviço prestado por uma unidade escolar? • Sua conduta está sendo compatível com o cargo público que ocupa? Diante disso da atuação deste político, passamos a sofrer: exposição e linchamento moral nas redes sociais; assédio moral coletivo, com mensagens ofensivas e ameaças; danos à imagem institucional da escola; ambiente de trabalho abalado, com profissionais emocionalmente afetados e receosos; prejuízos concretos ao funcionamento do serviço público educacional, já que a equipe se vê obrigada a lidar com ataques, boatos e tentativas de deslegitimar o trabalho pedagógico; prejuízo direto aos 380 alunos, que dependem de um ambiente escolar estável, seguro e sem violência; desvio de energia e tempo de toda a equipe para responder ataques e constrangimentos e ainda tomar as providências legais para defesa das pessoas e da instituição. A postura do vereador configura, em nosso entendimento, abuso de poder político, desinformação deliberada, incitação ao ódio e à desordem, tentativa de descredibilizar uma instituição pública e seus servidores, além de caracterizar calúnia e difamação, crimes previstos no Código Penal. Ressaltamos que, ao invés de apoiar, fiscalizar com responsabilidade e zelar pelas escolas, funções próprias de um vereador, o denunciado atua atacando, distorcendo fatos e fomentando desconfiança e hostilidade injustificadas contra uma instituição pública de grande importância social e que atua em uma região de alta vulnerabilidade social. Reiteramos que nosso compromisso é com a educação, com as crianças e com o serviço público. Não aceitaremos que nossa escola, nossa diretora e nosso trabalho sejam instrumentalizados como palco para promoção pessoal de um agente político, que busca viralizar na internet e obter engajamento às custas de uma mentira absurda, descontextualizada e profundamente ofensiva. Não permitiremos que interesses individuais ou estratégias de visibilidade digital se sobreponham ao bem-estar de 380 alunos e ao trabalho sério realizado diariamente por 42 servidoras e servidores desta unidade escolar. Diante da gravidade dos fatos, requeremos: A abertura de investigação formal, a fim de apurar a conduta do vereador/ secretário (campo de referência) e as consequências de seus atos para o serviço público educacional; Assunto oficial: OUTRAS RECLAMAÇÕES DE MORADORES Protocolo Portal 156: 15[removido] Status no portal: Concluída Abertura: 19/12/2025 10:21 Fonte: https://portal156.sorocaba.sp.gov.br/portal156/detalhe-minha-solicitacao/15[removido]/
Imagens da denúncia
Resposta oficial
Prezados Munícipes. Sua reclamação foi encaminhada para o Sr. SEDU Atenciosamente, Divisão de Educação Básica Secretaria da Educação
